Versos de amor e nós...

Foto: Helena Chiarello - arquivo pessoal

Trago a nudez dos meus dedos 

a deslizar como pena
sobre a pele de um poema.

E desenho, em gesto e traço

o que a emoção traz por tema.

             Dou às palavras o espaço

             do pensamento aturdido,
             tremo e sinto, 
             em descompasso,
             o calor do teu abraço,
             nossa vontade, o gemido,
             a voz grave, o gosto, o tato,
             o arrepio do contato, 
             o ardor, o amor, o beijo
             e o desejo, incontido.

No corpo molhado e quente

do papel, marcado, escrito,
recordo um momento, em versos... 

aquele “nós dois” perfeito

em que fomos delírio e grito...


Helena Chiarello


6 comentários:

Chica disse...

Lembranças fortes de lindos momentos... Lindo,Helena!beijos,tudo de bom,chica

Cleoni disse...

Momentos vividos a dois, lembranças e detalhes, cheinhos de emoções... Ai, coisa boa!
Simplesmente perfeito em entrega, sensualidade, amor e paixão!!
Suspiros!! rsrs
Tamo na correria já... vem pra cá ver o que é bom, praguinha... rsrs
Amoooo muito!
Beijoooo! ;)

Anderson Fabiano disse...

lê,
pela primeira vez, em anos, não sei bem o que dizer...
alguns ruídos estranhos, indecifráveis, paridos sei lá de onde, me recomendam não comentar...
se esses ruídos me abandonarem, volto pra dizer o quanto gostei.
meu carinho (sempre),
af

HEITOR disse...

Um poema que mexe com a imaginação, com certeza; que faz o pensamento viajar léguas, muito além do significado das palavras.
Imagem e texto perfeitos, absolutamente sem retoques. Sua profunda sensibilidade transforma sensações em palavras com vida própria...
Mais uma vez maravilhoso, Lenna! E digo, não só pela minha considerável tendência de gostar de tudo o que escreve...
Beijos, Troia...

Anderson Fabiano disse...

lê,
agora que os ruídos transformaram-se em sons e ganharam forma, volto pra dizer que o que de melhor as lembranças e as saudades deixam impregnadas na nossa alma é a certeza de que vivemos coisas boas. mas, no meu atrevimento habitual (rsrs) reservo-me o direito de não senti-los, enquanto permanecem ao alcance de minhas mãos.
depois sim, entrego-me às saudades e as lembranças.

meu carinho (sempre),
af

Helena disse...

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